Ubervalter
Coimbra
A
proposta de discutir na Conferência Nacional de
Saúde a oferta, no SUS, da auto-hemoterapia e da
vacina anti-brucélica terá de ser reapresentada: não
foi aprovada na Conferência Municipal de Saúde de
Guarapari, onde foi discutida. As duas técnicas, que
aumentam a imunidade em quatro vezes e meia, curam
diversas doenças consideradas incuráveis, como as
auto-imunes, e são de baixíssimo custo.
A Etapa Municipal da 13ª Conferência Nacional de
Saúde em Guarapari foi realizada no sábado (21). A
proposta de que a auto-hemoterapia e a vacina
anti-brucélica passem a ser procedimentos de rotina
na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) foi
defendida por Júlio César Gomes Barreto, que
representa a Pastoral do Menor e Carcerária da
Igreja Católica no Conselho Municipal de Saúde de
Guarapari.
"A oferta das terapias foi aprovada por unanimidade
no eixo temático da Conferência, por 27 pessoas,
longe dos olhos do gestor (a Secretária Municipal de
Saúde) e foi desaprovada na plenária final por
grande influência do gestor e sua claque, que
carteirizaram a discussão em nome da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A
proposta foi a votação diversas vezes, o que
caracterizou uma torcida pela aprovação, apesar da
derrota, mas o contra-cheque, por fim, falou mais
alto!", desabafa o conselheiro.
Segundo informa o site da prefeitura de Guarapari, a
secretária Municipal de Saúde é Maria Helena Netto.
A vacina anti-brucélica foi criada pelo cientista
Genésio Pacheco da Veiga, de 91 anos, há 22 anos
morando em Guarapari. Para defender a oferta da
vacina anti-brucélica na Conferência, Júlio César
Gomes Barreto Júlio considerou a importância
econômica e social dos processos inflamatórios do
aparelho locomotor que atingem "aproximadamente 14
milhões de pacientes que sobrecarregam a Previdência
Social com licenças, aposentadoria precoce,
importação de remédios, exames, consultas, etc.,
além dos prejuízos sociais e individuais".
A vacina anti-brucélica "é capaz de curar doenças -
tidas até então como incuráveis - como artrite
reumatóide, artrose, espondilite anquilosante,
osteoartrite, gota, lesão por esforço repetitivo
(LER), entre outras doenças do aparelho locomotor".
O conselheiro Júlio César Gomes Barreto considerou,
ainda, que os tratamentos usuais para os processos
inflamatórios do aparelho locomotor "são precários,
porque somente aliviam as dores, conforme comprova a
afirmativa dos especialistas: Não tem cura. É
preciso aprender a conviver com as dores`, além de
provocarem efeitos tóxicos freqüentemente e até
letais".
E ainda, que a vacina anti-brucélica é baseado na
diminuição dos anticorpos que mantêm a doença, entre
vários outros pontos. Daí, propôs que fosse levado à
Conferência Nacional de Saúde a proposta de
"avaliação oficial da eficiência terapêutica da
vacina anti-brucélica nas inflamações do aparelho
locomotor, para melhorar a qualidade de vida dos
pacientes crônicos".
A defesa da auto-hemoterapia Júlio César Gomes
Barreto fez por considerar "que é um processo
conhecido desde 1911 e realizado empiricamente em
todo o mundo e que segundo o médico Dr. Luiz Moura,
a auto-hemoterapia ` é um recurso terapêutico de
baixo custo, simples que se resume em retirar sangue
de uma veia e aplicar no músculo, estimulando assim
o Sistema Retículo-Endotelial, quadruplicando os
macrófagos em todo organismo".
Ele relata ainda que a auto-hemoterapia
comprovadamente cura "as doenças infecciosas,
alérgicas, auto-imunes, os corpos estranhos", como
"os cistos ovarianos, miomas, as obstruções de vasos
sangüíneos" pois são combatidas "pelos macrófagos,
que, quadruplicados, conseguem assim vencer estes
estados patológicos ou, pelo menos, abrandá-los".
O conselheiro lembra que "há milhares de relatos de
cura com a Auto-hemoterapia e com a Vacina
anti-brucélica feitos na internet e, apesar da
importância dos dois procedimentos, os médicos, com
apoio da Anvisa, vêm combatendo tanto a
Auto-hemoterapia e a Vacina Anti-brucélica".
Para ele, a decisão da Conferência Municipal de
Saúde de Guarapari reflete esta ação contra as
técnicas, para "proteger os lucros das indústrias
farmacêutica transnacionais e a grande parte dos
médicos reumatologistas e hematologistas".
Delegado à Conferencia Estadual de Saúde, Júlio
César Gomes Barreto prometeu fazer o que for
possível para aprovar a proposta, inclusive na
Conferência Nacional de Saúde, que será realizada em
Brasília, em novembro próximo.
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econômicos (publicada em 09/07/2007)
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