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Arthur
Chagas Diniz - IL
O
deputado Gustavo Fruet informa que mais do que 40% dos dados solicitados
pela CPI dos Correios a diversas fontes não foram atendidos. Os relapsos
são desde a Receita Federal até bancos onde beneficiários do mensalão
movimentaram recursos.
É difícil ter resultados em uma Comissão de Inquérito que envolve direta
ou indiretamente desde Lulla até assessores ribeiropretanos de Palocci.
Duda Mendonça - que recebia os pagamentos do PT ou de seus filiados no
exterior e que é um importante elo no esquema petista de corrupção -
aparentemente, por razões menores, não terá a movimentação de suas
contas esmiuçada. Já tivemos a absolvição, pelo plenário da Câmara, de
Romeu Queiroz, caracterizado pelo Conselho de Ética como mensaleiro.
A Câmara tem mostrado que a ética não é um elemento de referência no
julgamento da culpa do indiciado. O drama é que daqui a dois meses se
encerra a CPI dos Correios.
O governo Lulla acha que a crise estará controlada. As estatais já
começaram a investir paralelamente na publicidade. Acredite, até a
Infraero está gastando um monte de dinheiro. Petrobras e Banco do
Brasil, nem se fala! Oficialmente, o orçamento com publicidade vai
crescer 46% esse ano.
O pagamento antecipado ao FMI, ao invés de se caracterizar como uma
burrice econômica (era empréstimo muito mais barato que a dívida interna
que a substituiu) será mostrado como um novo "grito do Ipiranga".
Finalmente, dizem os petistas, independentes! Até a famosa operação
tapa-buracos será decantada como uma reabilitação da estrutura viária do
País. Ora, chamar de emergência a inconseqüência de casos de abandono é
fazer pouco do cidadão comum.
Os reclamos de Fruet vão cair no vazio. Não só porque o PSDB já acertou
o que queria como porque vai estar mobilizado para fazer a anti-campanha
do PT. E a nenhum dos dois partidos interessa esticar o assunto do
financiamento irregular de campanhas políticas e o uso das chamadas
"sobras de campanha".
* Presidente do Instituto Liberal |
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