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Meus Textos

Vou
Cdor Heraldo Lage
Resposta a "Vai" de Iracema Zanetti
Tranquei Novamente Minha Porta
Por Trás
Iracema Zanetti
Resposta a “Vou” de Heraldo Lage
Vou!
Porque o mundo lá fora me espera
Será que o mundo lá fora à tua espera
Receber-te-á com o mesmo amor, a mesma euforia
Que eu te recebia nas noites de outrora?
Sou !
Simples fruto de uma doce quimera
Sim,
tu és apenas simples fruto que eu semeei...
E não me esperaste colher...
Não me deste a chance de sentir
O sabor de tão doce quimera!
Se a tua porta me abriste em teus passados
Com tantos sorrisos e com teu olhar celeste
Desse azul dos teus olhos, então enamorados
Se aos beijos e abraços tanto me recebeste
Era simplesmente porque ao poeta, o teu amor
Vertia dos teus poros como luz em esplendor
Abri minha porta para ti tantas vezes,
E, às gargalhadas nos abraçávamos fortemente
Quando eu a trancava por dentro,
Para não haver cúmplices em nossas orgias!
Ah, meu poeta, nunca de ti escondi meu amor,
Que soltava às rédeas de meu coração apaixonado,
Estremecia e arrepiava, ao sentir o calor de teu
corpo!
Se nas noites de luar ante estrelas fulgurantes
Das orgias de amor restava uma cumplicidade
Dos tangos e boleros que dançamos triunfantes
Restava ainda grande atração, paixão e amizade
Conduzindo-nos a grandes fantasias delirantes
Recordando-nos minúcias com imensa acuidade
Ah, como eu me sentia mulher, como me sentia
tua
Nas noites de lua, e o faiscar de estrelas
Na janela do céu de nosso amor!
Saudade dos tangos, dos boleros...
De teu corpo agarrado ao meu,
Vibrando em sintonia louca na magia da dança!
Há que existir no amor sentimentos diferenciados
Voltados a ele mesmo...
O amor verdadeiro começa como atração,
Desejo, paixão, até atingir o ápice do êxtase...
Quando sentimentos fortes como estes
Transformam -se em amizade...
Há que pararmos, voltarmos às primeiras fontes
E nos desejarmos nova e intensamente!
Vórtice oriundo de nossos corpos entrelaçados
Fortes sentimentos nos tornavam descansados
Vértice esquina em que tanto nos encontrávamos
Sem vitórias ou derrotas, apenas nos amávamos
Corpos entrelaçados nos induziam a delírios!
Depois dos limites resolvidos,
A paz nos acalentava prontamente!
Não nos julgávamos, e a verdade florescia
A cada suspirar, a cada abraço,
A cada beijo de amor!
Se brincando, entre tantas gargalhadas de amor
Se tu dizias que eras Tu... E eu dizia que era
Eu
Campeões do amor, sabemos que seja onde for
Vitoriosos sempre somos n’um amor em apogeu
Na mistura amantes/vencedores, eras Tu, era Eu
Da
ludicidade brotavam risos e gargalhadas,
Certamente ouvidos através da ditosa
Porta de nosso quarto!
Quem amava mais?
Não sei, mas os jogos sempre empatavam.
Para nós sempre eras Tu, e Eu,
Os seres que no mundo mais se amavam!
Se ao conduzir-te em meu colo até a tua cama
Foi para amar-te assim tão desesperadamente
É porque as provas não faltaram a quem ama
Quando vive apenas o momento plenamente
Sinto saudade da ânsia daqueles momentos!
Meu corpo vibrava, a pele arrepiava
Quando me tomavas ao colo, e deitavas-me na
cama!
E no aconchego de nossos braços
Sem pejo nos amávamos...
Em real loucura, a cada segundo mágico,
De nossa deliciosa ventura!
Se hoje com batom em minha face me recebeste
Tatuado de outras bocas, ainda não entendeste
É porque amor não tem barreiras, tu mereceste!
Como
podes enganar-te mesmo depois de tanto tempo?
O amor não tem barreiras somente a dois seres
Que se amam divinamente!
O que fiz para merecer ser traída,
Por marcas de batom vermelho tatuadas em teu
rosto...
Sei lá de quais, ou de quantas bocas que te
beijavam
Com teu pleno consentimento!
Esqueceste de que Tu também namoraste
Outro ser sem que antes Tu a mim deixasses
Nem assim fico incerto de que Tu me amaste
Sem motivos para que em ciúmes Tu ficasses
De
onde tiraste esta torpe idéia...
Se, quando eu amo é pra valer, e não vejo outros
rostos,
Outros olhos, outras bocas,
Ou outros corpos à minha frente?
Pois no amor não há limite ele não tem
fronteira
Me mandas embora e esperas não fazer besteira
Sigo em frente meu caminho sem eira nem beira
Porque quando uma porta se fecha outras se abrem
Porque no amor com poesia outros corações cabem
Porque amar um doce poeta todas as musas sabem!
Sim, mandei-te embora...
Meu grito não sufoquei na garganta!
Nunca esperei que fizesses qualquer besteira,
Mas, que batesses à minha porta novamente,
Rogando minha volta!
Se as novas portas que se abriram para ti...
E, se os poemas que me escrevias e declamavas
A meu ouvido e por direito me pertenciam,
Não sei como podem se ajustar agora,
A corações que não te amam,
Como o meu sempre te amou!
Se amar um doce poeta todas as musas sabem,
Fica então com todas elas...
Se não sentes minha falta,
Trancarei novamente a minha porta!
Agora vai, e não voltes nunca mais!
Pois bem, Ok ! Fui ! ... :o))
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Vou
Cdor Heraldo Lage
Resposta a "VAI" de Iracema Zanetti
Vou
!
Porque o mundo
lá fora me espera
Sou
!
Simples fruto
de uma doce quimera
Se a tua porta me
abriste em teus passados
Com tantos sorrisos e com teu olhar celeste
Desse azul dos
teus olhos, então enamorados
Se aos beijos e
abraços tanto me recebeste
Era
simplesmente porque ao poeta, o teu amor
Vertia dos teus
poros como luz em esplendor
Se nas noites
de luar ante estrelas fulgurantes
Das orgias de
amor restava uma cumplicidade
Dos tangos e
boleros que dançamos triunfantes
Restava ainda
grande atração, paixão e amizade
Conduzindo-nos
a grandes fantasias delirantes
Recordando-nos
minúcias com imensa acuidade
Vórtice oriundo
de nossos corpos entrelaçados
Fortes
sentimentos nos tornavam descansados
Vértice esquina
em que tanto nos encontrávamos
Sem vitórias ou
derrotas, apenas nos amávamos
Se brincando,
entre tantas gargalhadas de amor
Se tu dizias
que eras Tu... E eu dizia que era Eu
Campeões do
amor, sabemos que seja onde for
Vitoriosos
sempre somos n’um amor em apogeu
Na mistura
amantes/vencedores, eras Tu, era Eu
Se ao
conduzir-te em meu colo até a tua cama
Foi para
amar-te assim tão desesperadamente
É porque as provas
não faltaram a quem ama
Quando vive
apenas o momento plenamente
Se hoje com
batom em minha face me recebeste
Tatuado de
outras bocas, ainda não entendeste
É porque amor
não tem barreiras, tu mereceste!
Esqueceste de
que Tu também namoraste
Outro ser sem
que antes Tu a mim deixasses
Nem assim fico
incerto de que Tu me amaste
Sem motivos
para que em ciúmes Tu ficasses
Pois no amor não
há limite ele não tem fronteira
Me mandas
embora e esperas não fazer besteira
Sigo em frente
meu caminho sem eira nem beira
Porque quando
uma
porta se fecha outras se abrem
Porque no amor
com poesia outros corações cabem
Porque amar
um doce poeta todas as musas sabem!
Heraldo Lage
Amigos Verso & Prosa
http://www.hlage.com
Em 16-04-2005 – 09:44 hs.
Vai
Iracema Zanetti
Vai
Não te quero mais
Bati a porta violentamente
Sem olhar para trás.
Vezes sem fim abri essa porta
Para te receber aos beijos e abraços
Sorrisos alegres e olhares apaixonados
Tomavam conta do meu Ser
Quando a fechava porque tinha-lhe
Ali a meu lado!
À noite o luar e as estrelas
Eram cúmplices e companheiros
De nossas orgias amorosas
Dançávamos ao som do tango
E nos perdíamos em loucos
Devaneios!
Rostos colados corpos entrelaçados
Conversávamos sobre nossos sentimentos
Qual... Nos perguntávamos...
Qual de nós dois ama mais intensamente?
A resposta rápida e sonora
Chegava alegremente acompanhada
De gostosas gargalhadas
E uníssonos respondíamos
Eu...! Eu...!
Levavas-me ao colo até a cama
E nos amávamos desesperadamente
Como se fosse a primeira
E a vez derradeira!
Mas hoje ao abrir a porta para te receber
Ostentavas marcas de batom tatuando
Teu rosto de outras bocas vermelhas!
Uma lágrima rolou dos meus olhos
Desesperada
Enciumada
Morta
Ordenei severa e secamente
Vai
Não voltes nunca mais!
Depois disso
Preguei minha porta por trás...!!!
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