| |
PEDIMOS
O FAVOR DE REPASSAR. É UMA HOMENAGEM QUE SE PRESTA A UM
GRANDE BRASILEIRO. GTMELO
MÉDICI -
Emílio Garrastazu Médici - 04 Dez 1905 - 04 Dez 2005 100
Anos!
Um Homem.
Um Caráter. Uma Personalidade. Um Chefe. Um Líder. Um Patriota.
QUEM ERA? Nascido em Bagé, RS, iniciou sua
carreira militar no Colégio Militar de Porto Alegre, fazendo, em
seguida, todos os cursos que o levaram ao oficialato e ao
generalato. Em 1964, era
Comandante da AMAN. De onde saiu para ser Adido do Exército junto à
Embaixada Brasileira em Washington, EUA. Voltou para uma Vice-Chefia
do Estado-Maior do Exército, no Rio, de onde Costa Silva, seu
antigo chefe e amigo, o levou para chefiar o SNI. Registre-se,
porque contado por ele mesmo e foi uma clara faceta de seu caráter:
primeiro, Costa e Silva o convidou para presidente da Petrobrás, o
que não aceitou, declarando que não podia sê-lo, pois nada entendia
de Petróleo. Dia seguinte, é chamado de novo, e o novo Presidente da
República convidou-o, agora, para o SNI. Para tal cargo não podia
deixar de aceitar, concordaram os dois, pois um oficial, desde seus
primeiros postos, que lida com informações. Tinha obrigação de
conhecer o assunto. No posto - que exerceu com absoluta correção -
ficou de 15 Mar 67 até o início de 69, quando, promovido a 4
Estrelas (General de Exército), foi nomeado Comandante do III
Exército, com sede no seu Rio Grande do Sul. Com a morte de Costa e
Silva, foi o escolhido - e imposto, pois não o queria - pelo Alto
Comando das Forças Armadas para ser o candidato da Revolução à
Presidência da República. Eleito pelo Congresso, exerceu o cargo de
30 Out 69 a 15 Mar 74. Depois se recolheu ao recesso do lar, onde se
manteve, ATÉ O FIM, com total discrição. Embora alguns políticos
tenham querido fazê-lo o candidato da Revolução em uma eleição
direta, numa fase de transição para o governo dos civis.
QUE FEZ, de importante? À Revolução de Março, aderiu de corpo e
alma. Desde os seus primórdios, que foi, inteligente e
discretamente, preparando seus oficiais e depois os próprios cadetes
que comandava, para a defesa da Democracia - ameaçada pelo próprio
Governo da República de então, já entregue e submetido aos
comunistas, que, desde a Intentona de 35, queriam tomar o Poder. Ele
o fez para a defesa da Democracia, como, dizia, único regime
político em consonância com a nossa tradição histórica. Deflagrada a
Revolução e consciente de que a AMAN era a vanguarda das tropas do
II Exército que viriam de S. Paulo para enfrentar as tropas
legalistas que viessem, como vieram, do RIO, tomou, à falta de
outros meios próprios, senão um Batalhão de Serviços, a ousada e
cruciante decisão de empregar seus jovens cadetes, sob o comando de
seus oficiais, para barrarem as tropas adversas nas alturas de
Barra Mansa. O que foi cumprido à exação.
Teve um papel histórico, um dos motivos, talvez, da sua escolha para
a Presidência. No seu Gabinete de Comandante da AMAN, presente o
General Amaury Kruel, Comandante do II Exército, já chegado a
Rezende com suas tropas, deu-se o final da Revolução vitoriosa. O
General Armando de Moraes Âncora - que recebeu com as honras
militares a que este fazia jus - e que viera representando o então
Ministro da Guerra, Jair Dantas Ribeiro, gravemente enfermo,
reconheceu a vitória da Revolução. E todos os possíveis
enfrentamentos foram de pronto suspensos em todo o País. Foi o
complemento da vitória de MÉDICI, do seu espírito de decisão.
Seu
governo foi pleno de realizações em todos os campos do Poder.
Extremamente modesto e reservado, mas de grande visão, convocou para
o seu Ministério homens da mais alta qualidade, sem considerar as
injunções político partidárias. Carismático, caiu no gosto do povo e
criou, então, o mote do "NINGUÉM SEGURA ESTE PAÍS". Quanto à
AMAZÔNIA, a que deu cuidadosa atenção, dizia e repetia "INTEGRAR,
PARA NÃO ENTREGAR" - o Lema do Projeto RONDON, ciente e consciente
de que é preciso integrar todo o País, inclusive a comunidade
indígena à comunidade brasileira. O Projeto RONDON, que criou, foi
extinto pelos governos revanchistas mas agora recriado pelo atual
governo, a pedido dos estudantes da UNE, um reconhecimento de seu
alto significado e valia. E encheu o nosso peito de gozo quando, em
corajosa decisão histórica, ampliou os limites do nosso mar
territorial para 200 milhas.
Foram o INCRA, o MOBRAL, o Projeto de Metas e Bases para Ação de
Governo, o Estatuto do Índio, o Plano de Integração Nacional, as
rodovias CUIABÁ-SANTARÉM e MANAUS-PORTO VELHO. Foi a Refinaria de
Paulínia, a maior do País. Foi Ilha Solteira, outra e importante
hidrelétrica. E foi, talvez, o maior dos seus feitos, quando, no
campo social,: criou o Fundo Rural, beneficiando milhares de
velhinhos, no interior, beneficiando, por conseqüência, a economia
de pobres municípios..E foram muito mais obras e feitos.
Foi a época do "milagre econômico", chegando a registrar-se um
crescimento extraordinário do PIB (cerca de 10% ao ano) e uma
inflação que se reduzira a 14%. Foi o aumento da produção
industrial, o crescimento das exportações. Um crescimento econômico
de que resultou o Brasil passando de 48ª para 8ª economia do mundo.
Foi uma época da diversificação das atividades produtivas, com o
surgimento de uma nova classe média. Entre suas obras e que deixaram
sua marca, estão aí a grande usina hidrelétrica de ITAIPU, a maior
do mundo; a Ponte Rio Niterói, uma velha e importante aspiração dos
fluminenses, e o gesto ousado de lançar a Transamazônica, com o
objetivo estratégico de vivificar aquela potentíssima região,
futuro de grande potência para o Brasil, que precisa ser defendida
pelos brasileiros, a todo o custo, contra a cobiça estrangeira.
Tornou-se um líder nacional, admirado e louvado pela grande maioria
do povo. Com pleno emprego, o povo feliz. Seus índices de
popularidade ultrapassaram os 80%. Sendo homem simples - um homem do
povo - tinha suas preferências no futebol, nosso esporte maior, e
foi no seu governo que o Brasil consagrou-se Tricampeão Mundial de
Futebol, o que festejou de portões do Alvorada abertos à população,
ele mesmo - que prognosticara o resultado de 4x1 sobre os italianos
- exibindo, com alegria, o Pavilhão Nacional, distendido em suas
mãos. Por sua naturalidade como homem do povo, decerto, foi
convidado para assistir a um importante jogo no Maracanã - parece
que um Vasco x Flamengo. Aceitou, mas chegou atrasado cerca de 10 ou
poucos mais minutos. Ao ser anunciada a sua presença - o jogo já
começado - todo o Maracanã levantou-se e, de pé, o aplaudiu
calorosamente, por alguns minutos. Tal fato jamais acontecera antes,
ao anúncio de qualquer de grandes autoridades com a presença
anunciada. As esquerdas, não conformadas, até hoje não lhe perdoam
isso, nem ao povo.
No seu governo, foi de extraordinária grandeza: manteve, a despeito
dos muitos antagonismos, da incompreensão, o Congresso aberto e não
caçou nenhum deputado. Mereceu, sem seu cortejo, o respeito
internacional, como homem digno e totalmente voltado à missão de
servir a seu País. Contudo, teve de combater o crime, e teve que
enfrentar movimentos estudantis e sindicais adversos. E pior, teve
de fazer frente a grupos armados de esquerda, como a Aliança
Libertadora Nacional, de Marighela; e a VAR/PALMARES, de Lamarca; e
o MR8; e o PC do B; e outros.. E teve que enfrentar e resolver os
problemas dos seqüestros de diplomatas estrangeiros, como foi o caso
do Embaixador Charles Elbrick dos EUA. E teve que enfrentar, ainda,
a guerrilha rural de Ribeira/SP, Caparaó/MG e Araguaia/PA. E, aí,
demonstrou a sua extraordinária capacidade de comando. Não cedeu,
foi um exemplo de energia e decisão. Combateu, sem tréguas, os
inimigos do Brasil, inimigos da ordem democrática, a serviço de
interesses estrangeiros. Não fora assim, teríamos, hoje, as "FARB" -
"Forças Armadas Revolucionárias Brasileira", à moda das "FARC" da
Colômbia.
Que CONCLUIR? MÉDICI FOI, E É, UM NOME DE NOSSA HISTÓRIA, QUE A
POSTERIDADE IRÁ RECONHECER. A DESPEITO DAS MENTIRAS QUE OS
DERROTADOS PELA REVOLUÇÃO, ESTA QUE ELE TÃO BEM SIMBOLIZOU, ASSACAM
CONTRA ELE.
MAS NINGUÉM TIRA DA HISTÓRIA, - DO RECONHECIMENTO DA HISTÓRIA - OS
QUE MERECERAM FICAR NA HISTÓRIA DOS GRANDES E BRAVOS, PELO MUITO QUE
FIZERAM PELOS SEUS POVOS, POR SUA GENTE..
ELE FOI UM HOMEM, DIGNO DESSE NOME. A PRESIDÊNCIA LHE SENDO MISSÃO
COMETIDA QUE CUMPRIU COM O ESPÍRITO E A ALMA VOLTADOS PARA OS
INTERESSES MAIORES DO PAÍS. UM HOMEM QUE SERVIU, E COMO SERVIU! DEUS
O GUARDE COMO OS BRASILEIROS DEVEM GUARDÁ-LO NO PANTEÃO DA GLÓRIA!
General de Brigada Reformado LUCIANO SALGADO CAMPOS.
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg.
Nº 12 58 93,
Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza e,
caixa postal 196. CEP 60001-070.
Somos 674 CIVIS - 28 OFICIAIS GENERAIS - 291 OFICIAIS SUPERIORES E
74 CAP/TEN. TOTAL
Batistapinheiro@fortalnet.com.br
In memoriam 24 militares e 2 civis
www.fortalweb.com.br/grupoguararapes
10 de novembro de 2005
|
|